segunda-feira, 29 de maio de 2017

O QUE A BÍBLIA TEM A NOS DIZER SOBRE A CRISE ECONÔMICA



“Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação”- 1 Timóteo 6.17 (NVI)
Nestes últimos meses, toda vez que vou ao mercado, eu “trago um embrulhinho na mão e deixo um saco de dinheiro”. Pois é, meus amigos, o negócio foi além das piores e mais pessimistas previsões. Estamos numa crise econômica e não há como negar que 2015, 2016 e 2017 naquilo que eles estão falando serem anos de “ajustes”, na verdade, é o ano do pagamento de uma fatura dos gastos irresponsáveis de governantes que olharam somente para o seu umbigo.

Os juros estão cada vez mais altos; os impostos aumentam e os benefícios diminuem. O resultado disto tudo? Famílias endividadas que vão à busca de crédito. Muitos com os seus orçamentos apertados não conseguem arcar com os custos e acabam entrando no “ciclo suicida” que os bancos usam para escravizar os seus tomadores; juros sobre juros; amortizar a dívida que é bom, nada!
Posto isso, então, onde iremos buscar socorro? Vou fazer outra pergunta? Onde você tem colocado a sua esperança? Vou além! Não somente na escassez, mas na FARTURA, onde você tem colocado a sua confiança? Paulo nos exorta severamente a não colocarmos nossa esperança na “incerteza das riquezas” (1 Tm 6.17).

É bem provável que a igreja de Éfeso, na qual Timóteo era pastor, detinha na maioria do seu pessoal, irmãos ricos. Então, Paulo, sabendo de como os ricos são tentados a colocarem a sua esperança nas riquezas, escreve a Timóteo exortando a igreja a colocar a esperança unicamente em Deus que nos sustenta em tudo.
Jesus nunca nos advertiu acerca dos perigos da “pobreza”, mas Ele sempre falou a respeito dos perigos da riqueza. O dinheiro não é neutro. O Senhor disse que o dinheiro é um “deus” (Mt 6.24). Como se diz na gíria do mercado financeiro, “o dinheiro não leva desaforo”, pois “as riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu” (Pr 23.5). Citando outra vez Paulo Romeiro, “o dinheiro é um ótimo servo, mas ele nunca será um bom patrão”. Onde você tem colocado a sua esperança?

O Eike Batista colocou a esperança dele no dinheiro. Será que ele não se arrependeu por isso? Ele não estava satisfeito com o que tinha, e querendo ganhar um pouco mais, perdeu quase tudo. É o que está escrito: “Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos” (Ec 5.10 NVI). O medo de perder nos impulsiona a buscar por mais; o resultado disto é inquietação, ansiedade e perturbação para si e para com os de sua volta, como está escrito: “Sim, cada um vai e volta como a sombra. Em vão se agita, amontoando riqueza sem saber quem ficará com ela” (Sl 39.6 NVI).

Nossos medos e incertezas em tempos de crise provêm da capacidade que achamos ter, fruto da comparação que fazemos com aquele que está, ou acima, ou abaixo do nosso padrão. Confiamos em nosso talento, entretanto, chega uma hora que as nossas forças se esvai. Como nos achamos “autossuficientes” e com a constatação que de fato não somos aquilo que pensávamos ser, logo, então, o medo do fracasso bate em nossa parte; você vira um refém da situação.

Devemos colocar nossa esperança unicamente em Deus. Vamos buscar recursos para nos aperfeiçoar; precisamos nos esforçar para fazer o melhor; todavia, nossa confiança deve estar em Deus que nos supre. Jesus manda que vivamos o dia sem se preocupar o que nos acontecerá amanhã (Mt 6.34). Mas ansiosos que somos, com o medo do fracasso, vivemos o mês, o ano e a década. Pára um pouquinho aqui; faça uma breve reflexão; você lembre a sua situação em janeiro de 2010? Você se programou e as coisas saíram conforme a sua programação durante nestes cinco anos? Será que não é mais fácil viver um dia de cada vez?

O Senhor sabe do que precisamos antes mesmo de pedir. Querer conforto não é pecado, pois é bênção de Deus, como o próprio Paulo diz: “… mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação”. Por vezes passamos por privações. Entenda a diferença entre privação e necessidade. Necessidade é algo criado por Deus. Por exemplo: você precisa tomar água. O marketing não cria a necessidade; ele promove o produto para “suprir” a necessidade. Nós nos privamos de muita coisa. Isso faz parte. O corpo pede água, o marketing nos oferece a Coca-Cola. Entendeu? Como você está em dificuldades financeiras, por exemplo, não tomará Coca, mas água que é mais barata (por enquanto). Estamos muitas vezes passando por privações, mas aquilo que é necessário, certamente, está garantido (Mt 6. 25-34).