sábado, 15 de março de 2014

Quais os rumos do Ecumenismo





Não tenho a pretensão de escrever um tratado completo e definitivo sobre os esforços ecumênicos em andamento na atualidade. Quero apenas avaliar o assunto à luz da Palavra Profética. Não recorro a ela como mera coleção das profecias registradas nas Sagradas Escrituras – no Antigo e no Novo Testamento – mas vejo-a como base para uma perspectiva espiritual do tempo presente, conforme Paulo escreveu: “Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.13-14).
O que acontece hoje, aqui e agora, no mundo e no meio cristão? Qual o significado desses desenvolvimentos para os cristãos verdadeiros? Até que ponto o Movimento Ecumênico abre caminho para o cenário dos tempos finais? Que reação nosso Senhor Jesus Cristo espera de nós? Até onde o ecumenismo já avançou e até onde vai prosseguir?

No que pensamos quando falamos de ecumenismo?

No contexto bíblico, ecumênico significa simplesmente “relativo a toda a terra habitada; universal” ou apenas “o mundo”. Esse conceito é usado, por exemplo, em Mateus 24.14: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”. O sentido bíblico do termo “ecumênico” é o da união de todos os crentes por iniciativa do Espírito Santo.
O ecumenismo que se busca hoje, ao contrário, promove uma união com base no que poderíamos chamar de “menor denominador comum” (usando terminologia matemática). Seus porta-vozes confundem a unidade dos verdadeiros crentes, como João a descreve (veja Jo 17.21-23), com a união de igrejas e organizações ou, ampliando ainda mais sua abrangência, com a união de todos os que de alguma forma crêem em Deus ou em alguma divindade.

A Bíblia, porém, enfatiza com muita clareza a exclusividade da verdadeira Igreja, fundada sobre a Palavra de Deus. Encontramos menção dessa base principalmente nos Atos dos Apóstolos:
 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2.42).Através de esforços e manobras políticas visando unir todas as organizações e denominações jamais surgirá o que a Bíblia chama de “assembléia dos santos”, a união dos “separados”. A “Igreja de Deus” é um organismo espiritual, separado e chamado para fora do mundo pelo próprio Deus por meio da obra salvadora de Jesus Cristo na cruz, com a finalidade de ser algo especial para o louvor da graça de Deus: “Depois de fazer sair todas as(ovelhas) que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz... Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim... Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor” (Jo 10.4,14,16).


É preciso adiantar que o ecumenismo não é apenas uma corrente religiosa. Trata-se de um movimento mundial abrangente desde tempos imemoráveis. O movimento ecumênico acontece paralelamente à mudança geral de valores da sociedade humana e tem pontos de contato com as palavras mágicas do “Ocidente cristão”: tolerância, paz, humanidade, justiça e preservação da natureza. Ele propaga uma “nova espiritualidade” – seja isso o que for – e usa uma terminologia predominantemente religiosa. Suas fontes podem ser encontradas em movimentos políticos, culturais e sociais que buscam a globalização em grande escala.

O ecumenismo em ofensiva no mundo inteiro

O ecumenismo já avançou mais do que geralmente se supõe. Em última análise, esse é um caminho sem volta, pois o pensamento ecumênico que já se infiltrou em igrejas, denominações e organizações não pode mais ser corrigido ou extirpado. A única alternativa é pessoal: indivíduos demonstrando determinação para se afastarem terminantemente de tudo que é relacionado a esse movimento.
O ecumenismo não se consumará somente quando todas as igrejas, religiões e agremiações assinarem uma declaração de fé conjunta. Isso nunca vai acontecer. Um muçulmano fundamentalista não celebrará a Ceia do Senhor com um cristão convicto, nem um budista adorará a “Virgem Maria” ao lado de um católico.
A aspiração por uma união mundial “no campo religioso”, segundo o lema “Não haverá paz no mundo sem paz entre as religiões”, não quer dizer que cada religião, representada por uma comissão de especialistas, trará suas crenças e que desse caldo se extrairá uma fé comum. Essa forma de ecumenismo, como muitos crentes a imaginam, não é viável e nem é o que seus defensores e fomentadores buscam. Não se trata de aproximar declarações de fé, como aconteceu com a “Declaração Conjunta Sobre a Doutrina da Justificação” assinada pela Igreja Católica e por igrejas protestantes. Esse foi apenas um “tigre de papel”. O ecumenismo tem pretensões muito mais revolucionárias.
Não se busca uma nova fé – mas um novo “Deus”
É preciso criar um novo “Deus”, que seja adequado a todos os desejos e às condições imaginadas por todos os homens da terra. Esse ato de criação humana é promovido e estimulado através de intensos esforços. O novo “Deus”, ou novo conceito de “Deus”, é oposto ao Pai celeste, antagônico ao Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Esse novo “Deus” humanamente criado será aceito por toda a humanidade por negar o verdadeiro Criador e que Seu Filho Jesus Cristo é “ caminho, verdade e vida” (veja Jo 14.6).
Segundo o ecumenismo, não são as declarações de fé que precisam se aproximar; o próprio Deus deve se adequar à imaginação humana. É justamente isso que levará à adoração de um homem no final dos tempos, conforme lemos em Apocalipse 13.11-18. “Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis” (v.18).
O teólogo Walter G. Bauer escreveu:
O cristianismo aniquila o futuro da humanidade com o nome ‘Jesus' – essa é a verdade! O cristianismo mata a divindade com o nome de Deus! Por isso, esse nome não deve mais ser pronunciado, mas apenas parafraseado! Deus precisa de um novo nome para que possa ser novamente Deus; Ele o receberá porque quer voltar a ser Deus entre nós, para que O reconheçamos como o Deus de todos os homens, que nos faz uma só exigência e nos impõe uma única lei: sermos todos irmãos na grande família humana que é formada por muitos povos. Toda a existência na face da terra terá um novo parâmetro, e ‘Homem' será o novo nome de Deus.[1]

É constrangedor transcrever essas afirmações. Apenas o faço para mostrar como o processo de criação de uma nova idéia de Deus já está mais adiantado do que imaginamos. O mesmo é comprovado pela declaração da falecida Madre Teresa de Calcutá, muito estimada até mesmo por alguns membros de igrejas consideradas bíblicas:
Quando encontramos Deus face a face e O recebemos em nossa vida, seremos melhores hindus, melhores católicos, melhores o que quer que sejamos, pois devemos aceitar a Deus da forma como Ele existe em nossa imaginação”.[2]
Ecumenismo não é a compilação de doutrinas e tradições existentes, mas a criação de uma nova visão de mundo e de uma idéia de Deus que abrange todas as religiões. Para ilustrar, transcrevo uma citação de uma revista católica:
A unificação das religiões, estimulada pelo Santo Padre João Paulo II e aclamada por Sua Santidade o Dalai Lama, é o alvo que será atingido em breve. Virá o dia em que o amor ao próximo, defendido tão enfaticamente por Buda e Jesus Cristo, salvará o mundo, pois haverá o maior empenho conjunto para impedir a destruição da humanidade, conduzindo-a à luz na qual todos cremos”.[3]
Precisamos confrontar essas afirmações com a santa e eterna Palavra de Deus. A situação acima citada é descrita no Salmo 2: “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas. Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá. Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor. Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.”
Na verdade, o Movimento Ecumênico é um movimento anticristão, mesmo que certas igrejas afirmem o contrário. O ecumenismo atual não se preocupa com missões, em alcançar pessoas com a mensagem do Evangelho para que sejam salvas, mas busca o diálogo, segundo o lema: “Creia no que eu creio e crerei na sua fé”.

Pensamentos sedutores e agradáveis 
Uma frase ecumênica repetida impensadamente por muitos cristãos é: “A doutrina separa, a oração une”. Outros adeptos do ecumenismo dizem: “Devemos construir pontes e não muros”. Outros, ainda, anunciam: “Unidade no que é relevante, liberdade no que é secundário e, acima de tudo, o amor”. Todos esses pensamentos parecem muito lógicos, o que explica sua grande aceitação, principalmente por serem repetidos por líderes eclesiásticos considerados fiéis. Mas as três afirmações citadas são diametralmente opostas ao ensino bíblico!


A doutrina separa, a oração une 
É absolutamente verdade que a Palavra de Deus produz separação, muitas vezes de maneira mais radical do que nós teríamos coragem de fazer. Mas será que podemos unir em oração o que a Palavra de Deus separa e afasta? Através da oração podemos suspender proibições e mandamentos claros de Deus? Podemos deixar de lado a doutrina do Novo Testamento sobre o batismo ou a Ceia do Senhor para nos unirmos em oração em torno de assuntos que consideramos mais importantes? Que atrevimento em relação à santa Palavra de Deus, que nos diz na Segunda Epístola de João: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2 Jo 1.9-11). Como podemos unir em oração o que Deus claramente separou?


Como se processa o “ide” de Jesus se no fundo todos “crêem” em algum deus? A quem devo pregar o Evangelho se construo pontes, indicando que a fé e a descrença nem se encontram tão distantes uma da outra? A diferença que existe entre um cristão renascido e um cristão nominal não será anulada através de uma ponte, mas somente pelo amor de Deus. E uma das características imutáveis do amor de Deus é a verdade. Por mais que desejemos, não existem pessoas semi-salvas; há apenas salvos e perdidos. Quando construímos uma ponte para as pessoas perdidas, isso acontece apenas no sentido de atraí-las para o lado da verdade, de conduzi-las das trevas para a luz. Tal ponte serve apenas para salvação e não para um entendimento entre cristãos nominais, dando a entender que, de alguma forma, todos acreditamos nas mesmas coisas. Quem constrói esse tipo de ponte torna-se culpado em relação aos que chama de cristãos sem que o sejam realmente, com base na verdade bíblica.Devemos construir pontes e não muros
Sem considerar que o tema pontes não é mencionado pela Bíblia e que muros aparecem em torno de trinta vezes no texto sagrado, separação é um assunto recorrente no Plano de Salvação. Construir muros é uma exigência de Deus e visa distinguir amigos de inimigos (veja Is 62.6). Muros ofereciam proteção contra os inimigos e também, simbolicamente, diante da influência exercida por aqueles que não criam no Deus de Abraão, Isaque e Jacó (veja Is 26.1-2). Era assim na Antiga Aliança, e na Nova Aliança encontramos a ordenança de demarcar fronteiras e estabelecer os limites entre os renascidos e os que apenas dizem crer em Jesus. Paulo escreve: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14).Será que é necessária uma exortação ainda mais clara sobre a necessidade de distinção entre cristãos renascidos e cristãos apenas nominais? Já não houve demasiadas decisões equivocadas e de conseqüências funestas em muitas igrejas por terem sido dominadas por pessoas que não eram crentes?

Unidade no que é relevante, liberdade no que é secundário e, acima de tudo, o amor
Essa fórmula de Agostinho (citada livremente) é aparentemente lógica, mas também apresenta dois problemas:


Primeiro, ela passa a impressão de que a mensagem bíblica se divide em partes relevantes e secundárias, importantes e sem importância, em princípios básicos, que devem ser seguidos por todos os cristãos, e doutrinas secundárias que cada um pode interpretar como quiser. Isso acabou conduzindo a uma fórmula que se tornou popular nos últimos anos: “O que importa é Jesus, o resto não interessa”. Essa afirmação dissocia a pessoa de Jesus Cristo de Seus ensinamentos e da missão que nos deu. O alvo de muitas iniciativas “interconfessionais” é a conversãoe não o ensino. O objetivo evangelístico justifica, por assim dizer, os meios, e reduz as diferenças ao “menor denominador comum”.
A fórmula de Agostinho apresenta outro problema: quem decide o que é relevante e o que é secundário? E como é possível que acima disso tudo esteja o amor de Deus?
É um grave erro adotar levianamente certas fórmulas, lemas e ditados que até parecem profundos e espirituais mas, no final, diluem as verdades absolutas do Evangelho. Esse é o outro tópico que quero salientar neste artigo.

O Movimento Ecumênico usa os métodos da sedução

É característica básica da sedução não ser evidente nem facilmente detectável. Os enganadores formulam seus postulados usando terminologia espiritual, religiosa e bíblica, mas de significado diferente. Eles encobrem e disfarçam habilmente suas intenções e seus propósitos e é difícil decifrar o que se esconde nas entrelinhas de certas declarações ou atrás de fatos apresentados de maneira positiva. Um marco no caminho em busca da “união das igrejas” foi a assinatura da “Declaração Conjunta Sobre a Doutrina da Justificação”, a respeito da qual o Vaticano comentou:
Em Augsburgo acontece hoje um fato do maior significado. Os representantes da Igreja Católica e da Federação Luterana Mundial assinam uma declaração a respeito de um dos principais temas que colocou em antagonismo católicos e luteranos: a doutrina sobre a justificação pela fé... Esse é um marco no dificultoso caminho da restauração da plena unidade entre os cristãos... Confiemos o caminho ecumênico à intercessão maternal da Santa Virgem.[4]
O jornal Frankfurter Allgemeine comentou a respeito:
É uma flagrante distorção dos fatos e do texto considerar o documento revolucionário, como se ele contivesse uma mudança na conhecida reivindicação absolutista de Roma. A doutrina da justificação continua sendo um dos critérios imprescindíveis e não critério imprescindível.[5]
O próprio comentário do jornal é problemático. Simplificando, ele diz que a assinatura do documento pelas igrejas não mudou absolutamente nada no fato da Igreja Católica continuar reivindicando ser a única que salva!
O movimento ecumênico percorre a trilha do engano e da sedução, pois o alvo de Satanás é confundir o maior número possível de crentes. Ele sabe o que a história eclesiástica comprova: a sedução é um meio mais eficaz de diluir e enfraquecer as convicções espirituais do que a perseguição. Em outras palavras: o cristianismo não precisa ser eliminado ouerradicado . Basta neutralizá-lo.
Com a nova idéia globalizada de Deus o cristianismo não desaparecerá, mas será esvaziado – ficando sem Jesus como o Caminho, a Verdade e a Vida. A reivindicação de Jesus de ser o Salvador de todos os homens é a base do Evangelho e ao mesmo tempo o que mais incomoda o Movimento Ecumênico. (Michael Urban)
Notas:
  1. Walter G. Bauer, Ende und Wende des Christentums , pp. 23ss.
  2. D. Doig, Mutter Teresa , p. 156.
  3. Revista Die Katholische Welt, 6/89, p. 140.
  4. João Paulo II em 31/10/99 em Roma (Osservatore Romano de 5/11/99).
  5. Frankfurter Allgemeine Zeitung , 31/05/99, p. 6.

Como amo a mim mesmo?




Como Amo a Mim Mesmo?


"Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.37-40).
O mundo à nossa volta está promovendo o amor-próprio e a auto-estima. A auto-estima é um aspecto popular da psicologia humanista, que é baseada na crença de que todos nós nascemos bons e que a sociedade é a culpada. Esse sistema coloca o homem como a medida de todas as coisas. A ênfase no ego é exatamente o que começou no Jardim do Éden e se intensifica através dos ensinos humanísticos do amor-próprio, da auto-estima, da auto-realização e auto-etc. Promovendo a auto-estima, a Força-Tarefa Pela Auto-Estima na Califórnia foi a grande responsável por introduzir a ideologia e psicologia humanista nos setores público e privado. (É interessante notar que, em meados de 1988, a Força-Tarefa prestou tributo ao rei da auto-estima, James Dobson, destacando-o em seu boletim informativo. Além disso, seu livro Hide and Seek aparece na lista de leitura deles).
A influência da Comissão Pela Auto-Estima na Califórnia se espalhou pelos EUA. John Vasconcellos promoveu uma iniciativa em âmbito nacional sobre a auto-estima, semelhante à que introduziu na Califórnia. Vasconcellos deixou muito claro que o movimento da auto-estima deveria operar, como tem feito, contra o ensino que ele considerava antiquado, ou seja, que o homem é um pecador. Segundo ele, havia uma dupla visão da humanidade no país: (1) o homem como sendo pecador, e (2) como intrinsecamente bom. Ele declarou que esta era a questão subjacente do movimento da auto-estima. Por não crerem em Jesus Cristo, os humanistas seculares têm o ego como o único centro de interesse do indivíduo. Assim podemos entender por que aqueles que não conhecem a Cristo desejam amar, estimar e satisfazer o ego, pois é a única coisa que têm. E qual é a desculpa da Igreja?
O que há sob toda a retórica referente ao ego é um ataque ao Evangelho de Jesus Cristo, embora não se trate de um ataque frontal com limites de batalha claramente delineados. Ao contrário, na verdade é uma obra engenhosamente subversiva, não de carne e sangue, mas de principados e potestades, de dominadores deste mundo tenebroso, das forças espirituais do mal nas regiões celestes, tal como Paulo explicou na parte final da carta aos Efésios. É triste sabermos que muitos cristãos não estão alertas contra o perigo. É incontável o número dos que estão sendo sutilmente enganados por um outro evangelho – o evangelho do ego.
Percebemos que muita confusão tem envolvido a Igreja professa pelo uso da terminologia popular a respeito do ego. Em um extremo, encontramos pessoas como Robert Schuller que, de acordo com seu livro Self-Esteem: The New Reformation, parece ter abraçado inteiramente a postura humanista secular. Ele abomina o termo pecador e acredita que a pessoa deve desenvolver a sua auto-estima antes que possa conhecer a Jesus. Ele descarta por completo o que realmente conduz o indivíduo para a cruz de Cristo. Por outro lado, há os que, inconscientes das implicações e da confusão que tais palavras acarretam, vêm lançando mão desta terminologia. Adotando e adaptando-se aos conceitos da psicologia humanista, cristãos professos dizem que temos auto-estima, amor-próprio, valor-próprio, etc., por causa daquilo que somos em Cristo, mas a ideologia subjacente vem atrás.
Com o progresso da influência e da popularização da psicologia, a ênfase em Deus foi deslocada para o ego por uma grande parte da igreja professa. De formas muito sutis, o ego vai tomando o primeiro lugar e, assim, a atitude de ser escravo de Cristo é substituída pela de se fazer o que agrada e que seja para sua própria conveniência. O amor aos outros só é praticado se for conveniente.
Com toda esta ênfase no ego, é natural que os cristãos perguntem se é correto amar a si mesmo. Como Jesus responderia? Embora não seja ardilosa como as dos escribas e fariseus, a questão requer uma resposta "sim" ou "não". O "sim" leva facilmente a toda espécie de preocupação consigo mesmo. E o "não" conduz a um possível: "Bem, então devemos nos odiar?" Nem sempre Jesus respondia como esperavam seus ouvintes. Em vez disso, Ele usava a pergunta como oportunidade de lhes ensinar uma verdade. Sua ênfase sempre era o amor de Deus e o nosso amor a Ele e aos outros.
Lingüisticamente, em toda a Bíblia, o termo agapao é sempre dirigido aos outros, nunca a mim mesmo. O conceito de amor-próprio não é o tema do Grande Mandamento, mas apenas um qualificativo. Quando Jesus ordena amar a Deus "de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força" (Mc 12.30), Ele enfatiza a natureza abrangente desse amoragapao (amor-atitude, que vai além da capacidade do homem natural, sendo possível exclusivamente pela graça divina). Se Ele usasse as mesmas palavras para o amor ao próximo, estaria encorajando-nos à idolatria. Contudo, para o grau de intensidade de amor que devemos ao próximo, Ele usou as palavras "como a ti mesmo".
Jesus não nos ordenou a amar a nós mesmos. Ele não disse que havia três mandamentos (amar a Deus, ao próximo e a nós mesmos). Ele apenas afirmou: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40). O amor-próprio já está implícito aqui – ele é um fato – não uma ordem. Nenhum ensino nas Escrituras diz que alguém  não ama a si mesmo. Paulo afirma: "Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja" (Ef 5.29). Os cristãos não são admoestados a amar ou a odiar a si mesmos. Amor-próprio, ódio-próprio (que é simplesmente uma outra forma de amor-próprio ou preocupação consigo mesmo), e auto-depreciação (possivelmente uma desculpa para culpar a Deus por não conceder ao ego maiores vantagens pessoais), são atitudes centradas no eu. Os que se queixam da falta de amor-próprio geralmente estão insatisfeitos com seus sentimentos, habilidades, circunstâncias, etc. Se realmente odiassem a si mesmos, eles estariam alegres por serem miseráveis. Todo ser humano ama a si mesmo.
Em toda a Escritura, e particularmente dentro do contexto de Mateus 22, a ordem é dirigir aos outros todo o amor que o indivíduo tem por si. Não nos é ordenado que amemos a nós mesmos. Já o fazemos naturalmente. O mandamento é que amemos os outros como  amamos a nós mesmos. A história do Bom Samaritano, que segue o mandamento de amar o próximo, não só ilustra quem é o próximo, mas qual é o significado da palavra amor. Nesse contexto, amor significa ir além das conveniências a fim de realizar aquilo que se julga ser melhor para o próximo. A idéia é que devemos procurar o bem dos outros do mesmo modo como procuramos o bem (ou aquilo que podemos até erradamente pensar que seja o melhor) para nós mesmos – exatamente com a mesma naturalidade com que tendemos a cuidar de nosso bem-estar.
Outra passagem paralela com a mesma idéia de amar os outros como já amamos a nós mesmos é Lucas 6.31-35, que começa com as palavras: "Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles." Evidentemente Jesus supunha que Seus ouvintes quisessem ser tratados com justiça, amabilidade e misericórdia. Em outras palavras, queriam ser tratados com amor e não com indiferença ou animosidade. Para esclarecer esta forma de amor em contraste com a dos pecadores, Jesus prosseguiu: "Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam... Amai, porém, os vossos inimigos..."
O amor que Jesus enfatiza é o demonstrado por atos, do tipo altruísta e não o que espera recompensas. Dada a naturalidade com que as pessoas satisfazem suas próprias necessidades e desejos, Jesus desviou-lhes o foco da atenção para além delas mesmas.
Essa espécie de amor pelos outros procede primeiro do amor de Deus, e somente depois de respondermos sinceramente ao amor dEle (de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento). Não conseguiremos praticá-lo a não ser que O conheçamos através de Seu Filho. As Escrituras dizem: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (1 Jo 4.19). Não podemos realmente amar (o amor-ação, agapao) a Deus sem primeiro conhecermos o Seu amor através da graça; e não podemos verdadeiramente amar o próximo como a nós mesmos, sem primeiramente amarmos a Deus. A posição bíblica correta para o cristão não é a de encorajar, justificar ou mesmo estabelecer o amor-próprio, e sim a de dedicar sua vida por amor a Deus e ao próximo como [ ama] a si mesmo. (adaptado de um artigo de PsychoHeresy Update).
Martin Bobgan é bacharel e mestre pela Universidade de Minnesota e tem doutorado em Psicologia Educacional pela Universidade do Colorado. Deidre Bobgan é bacharel pela Universidade de Minnesota e mestre pela Universidade da Califórnia. Eles têm falado sobre psicologia e fé cristã em numerosas conferências, igrejas, no rádio e na TV. O casal Bobgan escreveu 17 livros sobre o assunto e edita a PsychoHeresy Awareness Letter.

Tão grande Salvação



Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma. Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar. Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus” (1 Pe 1.1-21).
O maior presente já concebido e concedido à humanidade é a redenção. Somente um Deus onisciente e onipotente poderia planejar e realizar a redenção dos seres humanos.
O maior presente já concebido e concedido à humanidade é a redenção. Somente um Deus onisciente e onipotente poderia planejar e realizar a redenção dos seres humanos. No primeiro capítulo de 1 Pedro, o Senhor nos lembra, através do apóstolo Pedro, que nossa redenção é baseada na graça, verdade e soberania de Deus.
Pedro escreveu esta epístola aos cristãos judeus e gentios, chamados “forasteiros da Dispersão (Diáspora) no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia” (1 Pedro 1.1).Eles eram peregrinos (forasteiros, residentes temporários), porque seu verdadeiro lar estava no céu.
Embora o artigo definido (a) esteja incluso antes da palavra dispersão (de + a Dispersão), ele não aparece no original grego. Sem o artigo definido, a construção indica qualidades ou características, em vez de apontar para uma identidade particular.
Apesar de a palavra diáspora referir-se normalmente ao povo judeu espalhado pelo mundo, aqui não é assim. Pedro omitiu o artigo definido no versículo 1, revelando que não estava aludindo especificamente aos cristãos judeus, mas a todos os cristãos espalhados pela Ásia Menor (atual Turquia).

Selecionados Para Salvação

Usando uma seleção cuidadosa de palavras, Pedro revelou como o Deus triúno garantiu a salvação.
Eleitos – Em primeiro lugar, Deus Pai selecionou aqueles que seriam salvos. Eles foram“eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação” (v.2). Eleição refere-se ao ato soberano de Deus pelo qual Ele incondicionalmente escolheu homens e mulheres para Si mesmo. A escolha incondicional de Deus não foi baseada em qualquer mérito dos indivíduos, mas foi de acordo com Sua graça e a satisfação da Sua vontade.
Santificados – Em segundo lugar, os crentes são santificados pelo Espírito Santo (v.2). Ou seja, o Espírito Santo aplica os benefícios do sacrifício de Cristo a cada um, pelos quais somos purificados do pecado e separados para o serviço do Senhor.
Aspergidos – Em terceiro lugar, “a aspersão do sangue de Cristo” torna possível às pessoas a salvação e a purificação dos pecados, e capacita-as a viver em submissão obediente ao Senhor e à Sua Palavra.

O Sofrimento dos Santos

Esses novos crentes se alegraram em sua salvação e herança em Cristo. Ao mesmo tempo, eles foram “contristados por várias provações”, por causa da sua fé (v.6). Deus permite esses testes para revelar “a evidência genuína da fé”: “Para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais” (vv.7-8).
Como o ouro precisa ser depurado em fogo para ser refinado e purificado, assim o fogo depurador das provações purifica a nossa fé.
Como o ouro precisa ser depurado em fogo para ser refinado e purificado, assim o fogo depurador das provações purifica a nossa fé. Uma fé que resiste às chamas da perseguição é verdadeiramente genuína. O resultado traz ao crente “louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” – ou seja, reconhecimento e recompensa no retorno de Cristo para Sua igreja (v.7).
Embora Pedro tenha visto o Senhor Jesus fisicamente, ele estava escrevendo aos crentes que não O tinham visto. Estes amavam a Cristo por causa do que Ele tinha feito por eles (v.8). A fé cristã não é sustentada por uma visão física do Salvador, mas através de um relacionamento pessoal com Ele.
Além disto, eles se alegraram pela salvação “com alegria indizível e cheia de glória” (v.8). Ou seja, a alegria deles era tão grande que não havia palavras para expressar sua intensidade e a glória completa que experimentavam. Por causa do seu relacionamento de amor com Jesus Cristo, eles percebiam mais uma vez o objetivo da sua fé, que era a salvação de suas almas (v.9).

Investigando as Escrituras

Pedro encorajou esses crentes sofredores fazendo referência aos profetas hebreus: “Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada” (v. 10). Séculos antes, o Espírito Santo havia revelado aos profetas (1) a “graça” de Deus que viria para os crentes (v.10); (2) “os sofrimentos referentes a Cristo” no momento da crucificação (v.11); e (3) “as glórias que os seguiriam” através da ressurreição, ascensão e entronização de Cristo (v.11).
Os profetas procuraram diligente e cuidadosamente entender seus próprios escritos. Eles não apenas indagaram e inquiriram o sentido de suas profecias, diz Pedro, mas também investigaram “qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam” (v.11). Ou seja, os profetas tentaram descobrir o tempo e as circunstâncias que o Espírito de Cristo estava indicando. O Espírito Santo revelou a esses profetas que a salvação sobre a qual eles haviam escrito não seria cumprida no tempo de vida deles, mas em uma época futura (v. 12).
Seres mais sábios que os profetas do Antigo Testamento, que são os anjos, “anelam perscrutar” vários aspectos da salvação (v.12). A palavra perscrutar descreve uma pessoa inclinada para frente, explorando e examinando algo seriamente e com atenção. Portanto, os santos anjos têm um desejo contínuo e intenso de compreender inteiramente o mistério envolvido na redenção da humanidade, que está fora da esfera da sua compreensão, porque anjos não experimentam a salvação.

A Mordomia dos Santos

Depois de transmitir uma base doutrinária para a fé desses novos crentes, Pedro revelou a responsabilidade que eles tinham de viver por Cristo: “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está : Sede santos, porque eu sou santo” (vv.13-16).
Nossa redenção foi adquirida através do sangue precioso de Cristo. Ela foi planejada na eternidade passada, porque Cristo estava predestinado antes da fundação do mundo para dar Sua vida como um sacrifício resgatador pelo pecado.
Primeiro, eles precisavam ter esperança referente à expectativa paciente da volta de Cristo e de todas as bênçãos como recompensa. Deveriam ter esperança na alegria que Cristo vai conceder aos crentes em Seu retorno. Ao escrever “cingindo o vosso entendimento”, Pedro nos diz para termos uma mentalidade ligada às Escrituras, que resulte em preparação para servir ao Senhor.
Segundo, ele disse para sermos sóbrios, significando que devemos manifestar autodisciplina e autocontrole. Os redimidos devem viver “como filhos da obediência”,evitando suas antigas práticas pecaminosas.
Além do mais, somos convocados a ser santos. O povo de Deus deve ter um padrão de vida digno dEle (v.15). Ele é infinitamente santo, e Seu propósito redentor é libertar a humanidade corrupta de toda forma de maldade, a fim de que as pessoas em qualquer lugar possam ser conformadas à imagem de Cristo (Roman 8.29).
Também temos que honrar a Deus. Os cristãos devem ter temor de Deus e prestar-Lhe a devida reverência, vivendo sua peregrinação na Terra em temor, porque Ele julgará suas obras (serviço) sem parcialidade no Julgamento do Trono de Cristo: “Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (v.17).

Sacrifício Pelo Pecado

Pedro enumerou o grande custo da nossa salvação: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (vv.18-19).
Nossa redenção foi adquirida através do sangue precioso de Cristo. Ela foi planejada na eternidade passada, porque Cristo estava predestinado antes da fundação do mundo para dar Sua vida como um sacrifício resgatador pelo pecado. Esse plano foi revelado no fim dos tempos (v.20).
Provas do sacrifício redentor de Cristo pelos pecados foram vistas em Sua ressurreição (v.21). Seu ato redentor foi perfeito e confirmou-se quando Deus Pai “o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória” (v.21). Isso aconteceu na ascensão e exaltação de Cristo até seu trono à direita do Pai.
Um dos propósitos fundamentais da redenção era dar aos crentes fé e esperança em Deus. A fé nos capacita a receber a redenção, e em esperança aguardamos a finalização da nossa redenção na Segunda Vinda de Cristo (v.21).
O escritor de Hebreus disse: “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb 2.3). Coloque sua fé em Cristo agora, pois amanhã pode ser muito tarde.

A Graça manifestada para nossa Salvação




"Porquanto a graça de Deus se manifestou

salvadora a todos os homens" (Tt 2.11).


A graça – De onde ela vem? O que ela produz? O que ela transforma em minha vida?
De onde vem a graça?
Ela brota do insondável amor de Deus para conosco, e é personificada em Jesus Cristo, que nasceu em Belém. "Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo" (Jo 1.17). Ela encontra seu ponto culminante na morte sacrifical de Jesus no Calvário e é válida como dádiva de misericórdia a todos os homens que já viveram, vivem e ainda viverão. Todo o Antigo Testamento, a Torá, os Salmos e os Profetas, apontam para Aquele que traz a graça, que sacrificou Sua vida para expiar os nossos pecados. Não é possível separar a graça da cruz. Cruz e graça formam uma unidade inseparável. Um Evangelho sem cruz não é Evangelho, pois o preço do nosso perdão, que Jesus pagou no Calvário com o Seu sangue, é alto demais. Mas não existe uma anistia geral. A sedutora doutrina da salvação final de todos, que vem muito ao encontro do pensamento humanista, contradiz o testemunho global da Sagrada Escritura, e por isso é uma mentira de Satanás. Não é possível separar a graça da justiça e da santidade de Deus.
O que a graça produz?
Ela traz a salvação, como diz o nosso texto bíblico. Todas as pessoas desejam um mundo saudável, intato. Quando ele existirá? No Milênio. Pelo pecado, toda a criação foi arrastada para o turbilhão da ruína e da morte. Jesus Cristo, que esteve presente na criação, arrebatará definitivamente o domínio de Satanás e restabelecerá uma situação paradisíaca. Esse plano de salvação divino é irrevogável. Ele já pode ser experimentado hoje por aqueles que confessam Jesus Cristo como seu Senhor. Você já está integrado nele? Feliz de você, se for assim! Se você não tem certeza da salvação, arrependa-se e venha ao trono da graça! Confesse os seus pecados em arrependimento sincero, e você achará misericórdia, você encontrará a graça! Jesus diz: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Mt 7.7).
A graça se manifestou através de Jesus Cristo. Sua manifestação é chamada de Epifania no calendário litúrgico. Aparições celestiais, relatadas freqüentemente nas Escrituras, manifestações de anjos ou do próprio Senhor, tiveram efeitos assustadores, impressionantes e edificantes sobre as pessoas. Pois não era algo banal que mensagens fossem dirigidas diretamente do mundo celestial a pessoas comuns. Quantas vezes lemos: "Eis que lhe apareceu um anjo do Senhor..." Antes da queda em pecado, o primeiro casal humano no Paraíso tinha um relacionamento íntimo com o próprio Deus. Lemos que Deus andava com os homens no jardim do Éden. Isso deve ter sido indescritivelmente glorioso e agradável – cada encontro com Deus era uma festa! Mas então o pecado criou um abismo intransponível, pois a santidade de Deus e a nossa pecaminosidade se excluem mutuamente. Deus não olha para onde existe pecado, mas Ele ama o pecador, porque é criatura Sua. Por isso o Seu amor insondável, apesar de ser sublime e santo, sempre encontrou o caminho até os pecadores. Que possamos reconhecer ainda muito mais a nossa indignidade e a santidade de Deus! Em Jesus Cristo encontramos graça restauradora e salvadora!

terça-feira, 11 de março de 2014

AS QUATRO LUAS SANGRENTAS SÃO SINAIS DE DEUS





Por: Neuza Itioka em 10/02/2014
O ano de 2014, além de ser ano da Copa do Mundo, e da eleição no Brasil, é o ano em que as nossas festas bíblicas: a Páscoa como os Tabernáculos vão ser marcadas, com eclipse lunar, chamada Lua Sangrenta.

A NASA divulgou o fenômeno.  Por séculos, não se tem visto acontecer a aparição de Tétrade, isto é Quatro Luas Sangrentas, exceto, no século passado. E, neste século XXI, a humanidade verá em pequeníssimo intervalo, quatro vezes, o eclipse lunar, Lua Sangrenta, acompanhado de um Eclipse Solar Total.  Estes fenômenos se passarão neste ano 2014 e no ano de 2015.

A Tétrade vai consistir em, como mostramos no quadro abaixo, a aparição de quatro Luas Sangrentas (eclipse lunar) no primeiro dia da Páscoa, dia 15 de Abril de 2014 e na Festa de Tabernáculos, no dia 08 de Outubro de 2014 e no ano de 2015, também em Páscoa, dia 04 de Abril e nos Tabernáculos no dia 28 de Setembro, segundo o esquema do pr. John Hagee, pastor de uma mega igreja em Santo Antonio, Texas.

CLIQUE AQUI para ver a imagem. 

E no início do ano que vem, no ÚLTIMO DIA DE ADAR E NO PRIMEIRO DIA DE NISAN, no dia 1, e no ultimo dia de ADAR irá acontecer o Eclipse Solar Total, no calendário nosso, grego, no dia 20 de Março de 2015.

Mas, outro estudioso, Mark Blitz, que se apresenta no programa de Sid Roth nos informa que o Eclipse Total acontecerá no primeiro dia de Nissan, e no nosso Calendário seria exatamente no dia primeiro de Abril.

De acordo com os estudiosos do assunto, isto são sinais dos céus. É Deus sinalizando nos céus,
chamando a atenção da humanidade, especialmente da Igreja de Jesus. 

Quando Jesus falava das últimas coisas que aconteceriam para Humanidade, antes da sua volta, Ele afirmou: "Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima."
Lucas 21: 25

Estou apresentando algo sucinto baseadas informações obtidas no site de John Hagee, mas muito mais de Mark Blitz, estudioso das organização chamada Nossas Raízes Hebraicas.

A Tétrade de Luas Sangrentas, normalmente aparecia perto ou ao redor de um acontecimento significativo na nação de Israel e o seu povo. Pois Israel se move como relógio de Deus. A Páscoa é a primeira festa estabelecida por Deus.

Quem está chamando a nossa atenção, neste momento, não são os pregadores, nem profetas, mas um grupo de homens mais preparados cientificamente da NASA que apresenta algo que irá acontecer no meio dos astros.  Estão prevendo a tétrade, a aparição dos quatro Luas Sangrentas, intermediada por um Eclipse Total do Sol..

O profeta Joel diz: "E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR. E acontecerá que todo aquele que invocar o nomedo SENHOR será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o SENHOR prometeu." Joel 2:28-32  E o apóstolo Pedro cita esta profecia em Atos 2:17-21

Lembremos que a Páscoa significa, para o povo Israelita, a libertação do povo do domínio egípcio e a festa de Tabernáculos que corresponde à segunda aparição da Lua Sangrenta, será a festividade para comemorar a proteção sobrenatural de Deus, sobre o povo durante a sua caminhada pelo deserto.

No século passado, XIX, aconteceu a Tétrade, ao redor de, ou melhor um ano depois da restauração de Israel, também na Páscoa e na Festa dos Tabernáculos, com os eclipses lunares; completando  a Tétrade. - duas vezes, Pascoa e na festa de Tabernáculo, em  1949 e 1950.

Outra Tétrade aconteceu no ano em que Jerusalém foi unificada, na de Guerra dos 6 dias. Isto é ao redor destes dias; 1967 e 1968. Assim, os judeus puderam voltar a orar, em Jerusalém, no muro chamado "Das Lamentações."

Mas, no século XIII aconteceram 4 ou 5 Tétrades que não tinham nenhuma relação, com a vida dos israelitas.

O Eclipse Total do Sol acontecerá no dia primeiro de Nissan, no ano de 2015. Corresponde ao nosso primeiro de Abril, no nosso calendário. Este é o dia que corresponde ao tempo que Moisés levantou o Tabernáculo. E, nos dias da festa das Trombetas também haverá um outro Eclipse Total do Sol, de acordo com as pesquisas de Mark Blitz.

Mark Diz Blitz, John Hagee e outros dizem que este é o tempo em que o julgamento de Deus viria sobre as nações e especialmente, os inimigos de Israel. Algo devastador, neste dia, 20 de março de 2015, poderá acontecer ao mundo, e especialmente ao povo que se posiciona, como inimigo de Israel.

Eles são unânimes em declarar que estamos muito próximos da Tribulação que precede a volta de Cristo, o Messias.

Estas informações são suficientes para sermos alertados, para prestarmos atenção nestes sinais e ter o discernimento espiritual suficiente, para entendermos que tipo de coisa poderá acontecer com Israel e com o mundo. 

Tudo isto, Deus está sinalizando algo muito importante. Os comentaristas destes prováveis eventos estão dizendo, e devemos estar em alerta, como se estivéssemos na alerta sobre o tornado. Este tipo de alerta não nos diz muita coisa a nós, brasileiros.

Teremos que estar na expectativa do que poderá acontecer e como a igreja deve ouvir Deus e obedecê-Lo.

Vamos estar em espírito de oração, de busca, de procura e obediência. Pois Deus pode nos falar e revelar muito além do que esperamos. Não durmamos. Deus está sinalizando. Que não estejamos fora do calendário de Deus.

O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO

O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO...
João 18.36



Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.
Quando apareceu João Batista pregando, sua mensagem era: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (MT 3.2). O primeiro discurso de Pedro, no dia de pentecostes, dando


resposta a pergunta dos ouvintes (“...que faremos irmãos?”) foi:
“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para
remissão dos pecados, e recebereis o Dom do Espírito Santo” (Atos 2.37-38).
Vemos que em primeiro lugar, é necessário o arrepender-se dos pecados, para
entrar no reino dos céus. O Senhor Jesus diz que aquele que quer entrar em seu
reino, deve tornar-se como as criancinhas, não somente na inocência, mais
também na pureza, na falta de malícia, no desapego a este mundo, no amor
verdadeiro e incondicional.

Ezequiel diz: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36.26); esta é a primeira conseqüência para


aqueles que quiserem entrar no reino dos céus, será arrancado o coração velho e
transplantado um coração novo, limpo, sem pecado, sem malícia, arrependido e,
completamente rendido aos pés de Cristo. Arrancar-se-á o espírito de
escravidão, de temor, velho, viciado, manhoso, mentiroso, cheio de malicias, e
o lança em lugares ermos e, lhe dá um novo espírito, cheio de graça e de
verdade, um espírito de adoção de filhos pelo qual clamamos: abba, pai.
(Romanos 8.15).

Deus quer te dar um coração igual a este que fala Ezequiel hoje, agora.
COMO É O REINO DE DEUS OU REINO DOS CÉUS?
Ora, a primeira coisa que devemos saber é o que diz Paulo aos Romanos 14.17 - “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no espírito Santo”. É de suma


importância conhecermos este versículo, e igualmente importante 1 Co 15.50 que
diz “a carne e o sangue não pode herdar
o reino de Deus”.

O Reino de Deus é um Reino Celestial, e espiritual; não é material, nem carnal, e tampouco físico; e sendo espiritual é muito mais real que o reino terrestre em que vivemos agora.
Hoje as pessoas (alguns pregadores) parecem que, como os discípulos de Jesus, querem estabelecer o reino de Deus aqui na terra, aqui e agora, como se o reino dos


céus fosse comida e bebida; e porque não dizer carrões, mansões. Porém o povo, está
ignorante, e sem conhecer a verdade, vive sendo iludido e manipulado pelos
fariseus de nossa época que fecham a porta dos céus, não só para si, como
também para os demais. Eles não ensinam a verdade, porque sabem que esta
liberta, arranca a escravidão, e traz ao coração do homem o verdadeiro sentido
de liberdade, de justiça, de paz, de alegria; alegria sem necessidade de
álcool, drogas, ou festas. A alegria que o ser livre sente, é a
alegria que dá o Espírito Santo, o Consolador amado, nosso Intercessor que nos
leva a conhecer a verdade a cerca do pecado, da justiça e do juízo, e
nos leva a este conhecimento sem artimanhas, ou mentiras, nos leva em plena
liberdade, guiando-nos por um caminho de justiça. Há também a necessidade de
lembrarmos que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus porque o seu
reino não é material, nem terrenal, tampouco é físico, como o próprio Senhor
Jesus nos disse: “Meu reino não é deste
mundo”.

Não podemos ignorar o que disse Paulo em sua carta aos Efésios: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes, ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque nossa luta não é


contra o sangue e a carne e sim contra os principados e potestades, contra os
dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas
regiões celestes” (Efésios 6.11-12). Assim como a carne e o sangue não podem
herdar o reino de Deus, também a nossa luta não é contra o sangue e a carne,
nossa luta não é contra os seres humanos, nem contra as forças físicas deste mundo,
embora o inimigo as use contra a igreja do Senhor em todo o mundo, temos que
tomar consciência que nossa luta é contra um inimigo terrível, cruel e
invisível aos nossos olhos carnais, somente podemos vencer esta luta quando nos
desfizermos das nossas armas carnais e tomarmos as armas celestiais que o
Senhor nos dá para lutarmos e vencermos, portanto: “Revesti-vos de toda armadura de
Deus”.

Seguindo a leitura do texto vemos que no versículo 13, o Senhor nos manda outra vez a tomar toda a armadura de Deus. O Senhor sabe que nós não podemos vencer este inimigo com as nossas


forças, ou com a nossa sabedoria. Diante disso, como se poderá vencer? Veja o
que Paulo diz em 2 Coríntios 10 do verso 4 ao 6: “As armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosa em Deus, para
destruir fortalezas; anulando nós, sofismas e toda altivez que se levanta
contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento a obediência a
Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa
submissão”. Somente quando aconteça isto você estará pronto para tomar a
armadura de Deus. Veja o que aconteceu com David quando foi lutar com Golias; a
armadura do rei ainda não lhe servia, não dava, não se ajustava; no sentido
espiritual é necessário estarmos prontos, conhecendo os pensamentos que devem
ser levados cativos a obediência a Cristo.

Será que você não sabe quando está mentindo, quando ver uma mulher que não é a sua, quando vê um filme com cenas eróticas, quando não é honesto em seus negócios ou


no que faz, quando não leva a sério o que Deus quer te falar? Ou levamos
cativos TODOS nossos pensamentos a obedecer a Cristo, ou seremos sempre presa
do inimigo. Ele não tem medo de cara feia, não tem medo de gritos, não tem medo
de você, ele sabe onde você abriu uma brecha, ele não necessita de portas,
somente uma pequena brecha. Ou você leva teus pensamentos cativos a cristo ou o
inimigo te leva cativo, não adianta os teus argumentos, tua altivez, não
importa o que você diga, Deus te conhece, porém, o pior é que o inimigo também
te conhece. O espírito velho que saiu de você, conhece todas tuas debilidades e
fraquezas, e está girando por aí, e, somente quando você entrega completamente
todos teus pensamentos à obediência a Cristo é que se completa sua submissão.
Assim, entrega o domínio do teu “eu”, e submeta-se à vontade do Espírito Santo.
Veja o que Paulo diz em Colossenses 1.24-29, segue a leitura até o versículo 17
do capitulo 3:

“...preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja; da qual me tornei ministro de acordo com a dispensação da parte de


Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra
de Deus: o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia,
se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a
riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, cristo em vós, a
esperança da glória; o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando
a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que 
apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso também trabalho,
combatendo segundo a eficácia, que obra em mim poderosamente. Porque quero que
saibais quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laudicéia, e
por quantos não viram o meu rosto em carne; para que os seus corações sejam
consolados e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da
inteligência, para conhecimento do mistério de Deus-Cristo, em quem estão
escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência. E digo isto, para que
ninguém vos engane com palavras persuasivas. Tende cuidado, para que ninguém
vos faça presa sua, por meios de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição
dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; porque nele
habita corporalmente toda a plenitude da divindade; e estais perfeitos nele,
que é a cabeça de todo o principado e potestade; ..., portanto se já
ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está
assentado a destra de Deus”.

Ainda é necessário dizer que para levarmos cativo, todos os nossos pensamentos a obediência a Cristo, devemos deixar o orgulho e a vaidade, e ter:
“o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a


forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem,
humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que
Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para
que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra,
e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para
glória de Deus Pai” (Filipenses 2.5-11).

“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fl 2.13). O querer e o efetuar é Ele que opera, quando você leva cativo todo teu ser a SUA bendita


Vontade. Aí então, Ele te exaltará, e não será necessário você ser exaltado,
porque operará em ti o querer e o efetuar de Deus. A graça de Deus está sobre
ti, e conhecerá a diferença entre o Reino de Deus e o reino dos homens.

Nos reinos do mundo, os súditos devem servir a seu rei ou a sua rainha, devem cantar “Deus salve a rainha”, como é caso da Inglaterra.
No reino celestial cantamos diferente, cantamos como o salmista: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o


rei de Glória. Quem é este Rei de Glória? O Senhor, forte e poderoso, o Senhor
poderoso nas batalhas. Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó
portais eternos, para que entre o rei de Glória. Quem é este Rei de Glória? O
Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei de Glória” (Sl 24.7-10).

Agora devemos compreender algumas coisas deste reino que é de suma importância.
O Senhor Jesus disse que o seu Reino não é deste mundo (João 18.36). Por isso devemos tomar isso em conta, pois é muito serio. Veja estes sete pontos, claro


que você pode e deve ver outros pontos nos Evangelhos, e no viver diário.

• Aquele que quer entrar no meu reino tem que se tornar criança (MT 18.3).
• Aquele que quer entrar no meu Reino, seu coração deve ser transformado, de um coração de pedra a um coração de carne (Ez 36.26).
• Aquele que quer entrar no meu Reino, quando alguém bater numa face, deve oferece-lhe também a outra (Lc 6.29).
• Aquele que quer entrar no meu Reino, qualquer coisa que lhe escandalize tem que ser arrancado e lançado fora. Mesmos que seja o olho... (MT 5.29-30).
• Aquele que entrar no meu Reino, tem que amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
• Aquele que quer entrar no meu Reino deve buscar em primeiro lugar o Reino de Deus (MT 6.33).
• Aquele que quer entrar no meu Reino deve pegar sua cruz cada dia... (Mc 8.34)
Existe uma grande diferença entre o reino de Deus e o reino do mundo (MT 5.20).
Êxodo 20.1-17, estes são os 10 mandamentos e devemos meditar, observando as diferenças.
• Amar a Deus.
• Não adorar outros deuses.
• Não tomar o nome do Senhor nosso Deus em vão.
• Guardar o sábado.
• Honrar ao pai e a mãe.
• Não matarás.
• Não adulterarás.
• Não furtarás.
• Não dirás falso testemunho contra teu próximo.
• Não cobiçarás a mulher, o seu empregado (a), nem o seu boi, jumento, nada que pertença a outro.
Agora veja o que disse Jesus a respeito do seu reino: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mt 19.17); “Amarás


o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu
entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a
este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem
toda lei e os profetas” (Mt 22.37-40, Mc 12.28-34). Queria o senhor acabar
com os outros oito mandamentos? Não! Ele está dizendo: no meu reino é
diferente, se no reino dos homens diz não matarás, porém para que o suposto
assassino seja condenado devem ter provas de que ele realmente é culpado, no
meu reino todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito
a julgamento, e quem proferir insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento
do tribunal; e quem lhe chamar: “tolo”, estará sujeito ao fogo do inferno (Mt
5. 21-22).

Nunca se esqueça que o reino de Cristo não é deste mundo (João 18.36).
No reino dos homens, não adulterarás, e muitos apresentam a mulher adultera, mas o adúltero ninguém sabe, ninguém o viu.
No Reino de Deus: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5. 27-28).
Ouviste o que foi dito: olho por olho, dente por dente; isto no reino dos homens.
No reino dos céus: “Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra” (Mt 5.38-39,


Lc 6.27-31).

No reino dos homens: “Amarás a teu próximo e odiarás o teu inimigo”;
No Reino de Deus: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5.43-44; Lc 6.32-36).
No reino dos homens vemos, quase que diariamente, os homens tocando trombetas para dar suas esmolas.
No Reino de cristo É diferente: “Tu, porém, ao dares esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita” (Mt 6.2-4).
No reino dos homens, estes gostam de fazer belas orações, ou pregações, principalmente quando tem muita gente para ver ou escutar.
No reino dos céus, é diferente: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fecha a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto,


te recompensará” (Mt 6.5-6).

Creio que está claro como um dia de sol, que o reino de Deus é diferente do reino dos homens. Eu não conheço teu coração, nem a tua vida, nem os teus pensamentos,


porém o dono do Reino celestial conhece nosso deitar e nosso levantar (Sl
139.2).

Ninguém pode servir a dois senhores (dois reinos); porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou desprezará ao outro. Não


podeis servir a Deus e as riquezas (Mt 6.24); o Senhor explica o que acontece
com aqueles que não entendem como é o seu reino. No seu reino ninguém pode
enganar ao Rei, não há lugar para dúvidas ou mentiras.

Em Tiago 4.4, Ele abre os nossos olhos e nos revela um tremendo segredo dos grandes mistérios de nosso maravilhoso Senhor: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo


constitui-se inimigo de Deus”. A minha pregação não deve se acomodar para
agradar aos homens, antes bem, deve ser como a pregação de João Batista. Devo
me importar com a salvação das almas, e minha pregação deve ser neste sentido,
porém, como João Batista, devo saber que, quem convence ao pecador é o Espírito
Santo, e não minha pregação acomodada para agradar aos homens. Quando eu tento
agradar aos homens, me afasto ou vou ficando cada vez mais distante do Reino do
seu amor; minhas palavras, meus atos, minhas atitudes, meus gestos, e tudo que
faço ou deixo de fazer, diz como estou comprometido ou quanto amo o reino de
Deus. Tiago insiste: “Tornai-vos, pois,
praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos
(Tiago 1.22).

MEU REINO NÃO E DESTE MUNDO (Evangelho de João 18.36).
Falei de algumas diferenças do reino dos homens e do Reino de Deus. Porém, quero acrescentar que o Reino de Jesus realmente não é deste mundo; e somente os


valentes podem entrar Nele. Existe uma diferença tão grande entre um reino e o
outro que é quase impossível detalhar estas diferenças. O profeta Isaias disse
que é como a distância entre o céu e a terra. Um está em cima e o outro em
baixo. Aqui na terra os homens fazem as diferenças entre seus reinos, uns na
comida, outros na bebida, ou na roupa, bem, há outros que fazem a diferença
entre pobreza e riqueza; e aqueles que vendem os benefícios do reino “de céus”.
O Meu Reino não é comida ou bebida; a carne e o sangue não podem herdar o Reino
de Deus. Um dia todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o
Senhor para Glória de Deus Pai. O que vão dizer naquele dia quando Cristo vier;
ah, vão dizer: eu expulsei demônios em teu nome, falei em línguas, fiz milagres,
prodígios e maravilhas em teu nome, conseguir redes de rádios e televisão em
teu “nome”, etc. bem, creio que as pessoas já conhecem o que diz a palavra:
“apartai-vos de mim malditos fazedores de maldade, eu não os conheço...” esta é
a palavra triste que mais que será ouvida, eu peço todos os dias a Jesus para
que abra os meus olhos para ver se estou fazendo alguma obra que não seja para
o seu reino; porque será muito triste naquele dia, no momento do julgamento das
obras (2 Coríntios 5:10).

Amados o convite do senhor Jesus continua de pé: “Se fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10); “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no


meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as igrejas” (Ap 3.21-22).


Os Direitos Humanos na perspectiva bíblica

Temos que reconhecer a dificuldade em definir exatamente o que são os direitos humanos. Alguns poderiam assumir que a noção de “direi...